Trilha do ouro: um pedaço vivo da história

Dois séculos da nossa trajetória

Na época do ciclo do ouro e dos diamantes, século XVIII, a Serra da Bocaina era caminho das riquezas, como ouro e diamante, que saiam das terras tupiniquins em sentido a Portugal. Ali, algumas trilhas foram alargadas e receberam calçamento feito pelos escravos, para facilitar o escoamento da produção em veículos de tração animal. Muitos viajantes, entretanto, para fugir da tributação imposta pela colônia iam por trilhas alternativas e mais perigosas. É essa vivência aventureira que quem faz a trilha do ouro hoje experimenta.

Em uma imersão de verde na mata virgem, em trilhas traçadas muito antes pelos índios Guaianás, dias de aventura e adrenalina levam ao ponto final, o litoral de Mambucaba, no Rio de Janeiro. São três dias de uma travessia que começa em São José do Barreiro, São Paulo, e pode ter uma dose a mais de emoção com roteiros que incluem trakking, cavalgada e mountain bike.

Quem passa por ali faz um verdadeiro passeio pela história do Brasil, transitando pelo secular piso "pé de moleque" e pelo terreno irregular rodeado de Mata Atlântica. No caminho do ouro, onde inúmeras expedições do ouro aconteceram, as intervenções humanas são muito poucas, o que permite um contato bastante profundo com a fauna e a flora nativas. Nesse ambiente que mistura construções clássicas e coloniais com cachoeiras e diversas espécies animais e vegetais é possível viver um pouco do começo da história nacional.